Há cerca de 3 anos, quando regressei para Cabo Verde, comecei a leccionar no ISE, disciplinas da área das Tecnologias de Informação e Comunicação.
Desde essa altura, por ter trabalhado em Investigação Científica durante 4 anos no Instituto de Telecomunicações em Aveiro em projectos de investigação que envolvem empresas e a Universidade de Aveiro, lancei a ideia de se começar a trabalhar em projectos de investigação e desenvolvimento em colaboração com as empresas que poderiam financiar esses projectos. Nessa altura surgiu um primeiro obstáculo, fui informado que os estatutos do ISE não o permitem.
Creio que no âmbito da instalação da Universidade de Cabo Verde, seria propício retomar esta questão e tentar criar um ambiente de “empreendedorismo na academia”, de modo a que os formandos comecem a produzir já para o mercado, comecem a aprender fazendo, criando pequenas soluções em colaboração com empresas privadas.
É fundamental começar a dar aos formandos uma perspectiva real do mercado enquanto estão em formação na academia, capacitando-os para entrar no mercado com maior facilidade e sendo mais produtivos desde o início.
Olá,
Acho que essa é uma necessidade estratégica a parceria entre a academia e o sector privado. Gerar e aplicar conhecimento são actividades que dependem investigação e da pesquisa aplicada e nesse campo há que se criar um ambiente que possibilite a germinação de empreendimentos que de outra forma não teriam condições de financiar e sustentar ciclos de desenvolvimento. De outro modo financiar actividades de pesquisa com fundos bancários é totalmente inviável ou de altíssimo risco, pelo que a saída seria germinar na universidade soluções de valor acrescentado que se pode aplicar pelas empresas existentes ou pelo surgimento de novas empresas capazes de utilizar esse conhecimento com qualidade. Just thinking!!!