Mercado das TIC em Cabo Verde

20 03 2007

Antes de mais agradeço as reacções e os comentários do Eng. Hélio Varela, Eng. Jorge Lopes e do Eng. Roberto Barbosa ao post “NOSi vs Privados“. Recomendo a leitura desses comentários.

O post “NOSi vs Privados“, foi feito com o intuito de dar a conhecer as pessoas o que se passou nesse encontro. Tentei fazer uma descrição, o mais real possível, do que foi apresentado, do que foi discutido e, principalmente, do que pensam as empresas do sector relativamente à actuação e ao papel do NOSi.

Concordo perfeitamente com as opiniões expressas, na medida em que, para aplicações críticas precisamos realmente de SOLUÇÕES que dão garantia, independentemente de serem Opensource ou Proprietário.

Do meu ponto de vista, creio que existe, por parte das empresas, algum ressentimento, não sei se fundamentado ou não, por terem muitas dificuldades em prestar serviços às Instituições do Estado. Também estou de acordo que neste momento o sector privado não tem capacidade, capital humano, tecnológico, financeiro, logística, para se candidatar à realização dos Projectos de grande dimensão que o NOSi está a implementar.

Acho que o mercado que as empresas ambicionam é o de prestação de serviços de “pequena dimensão”, nomeadamente, desenvolvimento de sites, manutenção do parque informático, instalação, administração e manutenção de pequenas redes locais.

Caracterizando o tecido empresarial deste sector, verificamos que existem muitas empresas de pequena dimensão, menos do que um dezena de trabalhadores, que se dedicam a manutenção e assistência técnica, e as empresas de maiores dimensões e com maior capital financeiro são empresas que vendem equipamentos informáticos.

Portanto, há uma necessidade de todos os intervenientes, por excelência as Universidades, o Estado e o Sector Privado, se sentarem à mesa e tentar criar um ambiente propício e favorável ao desenvolvimento deste sector.

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3 responses

20 03 2007
Roberto Barbosa

Concordo plenamente com o sumario. O debate de ideias deve continuar, e convem que os focos de discussao tenham enquadramentos precisos, para nao se perder o esclarecimento, envolvimento e troca de ideias que estas discussoes possam trazer.

Ha que tambem a ajudar as pessoas neste ramo a focalizar e especializar, de forma a que nao nos atropelemos uns aos outros, e que se criem sinergias entre as diversas empresas do sector.

20 03 2007
Jose Lino

Com certeza.
O meu objectivo sempre foi esse, fomentar esta troca de ideias para que surgem sinergias e boas parcerias para o desenvolvimento dum sector que nos intressa a todos e que queremos ver a evoluir e a desenvolver.

22 03 2007
Amílcar Aristides - TIDE

Estou maravilhado com as reacções e contributos, pelo que há que parabenizar o José Lino pela iniciativa e os representantes do NOSí pela frontalidade e participação. Finalmente um espaço aberto ao debate que urge ter sobre o desenvolvimento das TIC em CV.
Teria alguns comentários a fazer de forma breve.
Na reunião que derivou o post sobre NOSI Vs Privados, a minha intervenção buscou fazer um enquadramento do que se pretende criticar. Como gestor e participante do mercado vejo que o NOSí actua de modo abrangente desde a definição de politicas, estratégias e projectos como da própria implementação e avaliação o que é questionável por concentrar diversas actividades de uma longa cadeia de valor numa única entidade e liberar então pouco espaço à germinação de iniciativas que podem amadurecer com o tempo. Apontar os serviços da empresa TEI como exemplo de fomentar o crescimento do sector privado é no mínimo insuficiente se se entende que o mercado privado continua virgem com destaca o eng. Roberto. De qq forma é um passo a ser valorizado, mas é ainda curto para o longo caminho que se pretende.
Outro aspecto relaciona-se com a competitividade. A actuação no mercado das TIC tem feito surgir e desaparecer diversas empresas. Muitas das empresas que existiam em 2002 já não existem. Sumiram. Novas empresas têm surgido, mas ou se especializam em nichos que garantem a sua sobrevivência ou saem do mercado. E nessa questão temos que analisar que alguns players do mercado prestam serviços informalmente ou de forma não dedicada por não encontrarem condições para se estabelecer. Não é verdade?!!? Fica a questão. Porque é que essas iniciativas não vêm ao mercado? Medo de enfrentar riscos? Falta de capacidade gerencial ou empreendedora? Exiguidade do mercado?
O projecto do qual participo optou por fazer sem esperar que “nos levem ao colo” e isso tem permitido que se materialize conhecimento aplicado transformado-o em produtos e serviços com base no auto-financiamento, no esforço individual e na vontade.
Isso permite de outro modo que tenhamos uma visão critica sobre o crescimento do sector e sobre os aspectos que retardam ou condicionam o nosso desenvolvimento. Entendemos também que a abrangência das TIC (sector transversal) faz com que o debate tenha que ser feito em diversos níveis. A nível de soluções corporativas para o governo, por ex. de certeza que não é uma área que possamos actuar sem know-how e capital. De outro modo o que temos feito a nível do sector público e privado nos capacita para actuar num nível que ao NOSí não interessa, mas onde há um amplo filão. Entender o mercado de forma sistémica e das relações e co-relações existentes que gerem sinergias irá possibilitar melhores politicas e estratégias de desenvolvimento conjunto. Por enquanto a impressão que eu tenho é de que o NOSí actua num nível tão amplo que fica com dificuldade em ter uma visão de outros níveis bem mais modestos.

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