NOSi usa CMS Opensource

12 03 2007

O Opensource ganha espaço…

Numa visita ao site do NOSi, fiquei agradavelmente surpreendido por verificar que estão a usar uma CMS Opensource para a gestão de conteúdos. Já não era sem tempo adoptar essa estratégia, que é muito mais prática e eficiente na gestão e publicação de conteúdos. A instalação de um fórum no site, também feita em php, vem mostrar que o opensource tem muitas potencialidades a baixo custo que é necessário aproveitar.

Em termos de interactividade, o site, ou melhor o fórum deixa muito a desejar por estar fechado e não permitir, ainda, o feedback aos posts que são feitos. Creio que todos estão de acordo que não faz sentido abrir um fórum de discussão e não permitir que as pessoas opinem sobre os temas abordados no fórum.

Um outra questão, que a meu ver podia estar mais uniformizada, tem a ver com a forma como a informação está estruturada e escrita em secções do site. Acho que não tem muita lógica ter uma secção Usuários e no campo do formulário correspondente estar “Nome de Utilizador”, uma secção Visitas com um contador de visitas e ainda uma secção Press Room.

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Sociedade da Informação em Cabo Verde

2 03 2007

Antes de dissertar sobre a Sociedade de Informação em Cabo Verde, temos que analisar a Sociedade que temos, e ver como alcançar o objectivo de criar, em Cabo Verde, uma real Sociedade da Informação.

A definição do termo Sociedade da Informação, pressupõe uma Sociedade onde a Informação tem valor, pode ser acedido e pode ser usado para criar riqueza. É comum “confundir” a Era da Informação com a Era Digital, apesar de estarem intimamente ligados.

Para se ter uma Sociedade da Informação, temos que ter em primeiro lugar INFORMAÇÃO.Há que haver profissionais, analistas, especialistas e produtores de conteúdos que tenham capacidade para criar informação e de colocá-la no “mercado”. O segundo factor é ter um canal por onde essa informação possa circular. A Informação não tem nenhum valor útil se estiver arquivado. Há um tempo útil para que a Informação seja utilizada, aplicada, processada, transformada e transmitida. Há um ciclo de vida associado. Em terceiro lugar há que haver “mercado” para a Informação. Não adianta saber algo muito importante ou muito inovador se não tiver onde aplicá-lo, se não tirar partido desse conhecimento.

Alguns críticos não concordam com a ideia de que a Sociedade da Informação seja algo que surgiu nos ultimos 15 anos com a massificação do acesso à Internet. Antes disso a Informação fluía por outros canais nomeadamente, jornais especializados, revistas científicas, radios, canais de televisão, etc, apesar do tempo de processamento ser consideravelmente superior ao actual. Com o advento e com a massificação da Internet, a Informação passou a estar mais presente, chega em menos tempo, é actualizada ao minuto, e tem consequentemente um tempo de vida menor.

Em Cabo Verde ainda não temos essa “Sociedade de Informação Primária” com base na utilização de canais tradicionais para o fluxo da Informação. Não existem jornais diários, não existem revistas especializadas, não temos canais de televisão que possam produzir Informação útil, não temos estações de rádio que actualizam a Informação em cima da hora, ou seja, não há um fluxo contínuo e eficaz da Informação.

Tendo essa base, o passo seguinte, naturalmente, com a massificação da Internet, com a capacidade de abrangência da Internet, seria essa Sociedade da Informação actual, com jornais online, radios na net, canais de notícias na televisão 24h/dia, um acesso permanente e ininterrupto à Informação.





NOSi vs Privados

2 03 2007

O Nucleo Operacional para a Sociedade da Informação – NOSi – esteve ontem num frente-a-frente com os Privados do sector das TIC em Cabo Verde. O evento ocorreu na Câmara de Comercio, na Praia, e teve como representante do NOSi, o Coordenador Geral, Eng. Jorge Lopes.

O encontro começou com a intervenção do representante da Câmara do Comércio, Dr. Paulo Lima, que expôs as razões para a promoção do evento, tentando fazer com que os Privados e o NOSi discutissem abertamente os problemas que afectam o sector das TIC no País.

Após essa breve introdução, o Eng. Jorge Lopes tomou a palavra, começando por “apresentar” o NOSi e os projectos que o mesmo vem desenvolvendo e implementando.

A abertura do debate, momento aguardado por todos, começou com aquilo que todos já esperavam. Criticas ao NOSi por ser um estrangulador do mercado. Por assumir toda a prestação de serviços, formação, instalação, operação e manutenção do parque informático do Estado (certamente acima de 50% do parque nacional), não tem deixado espaço para que os Privados possam aparecer ou possam crescer, limitando os Privados a manter meia duzia de clientes tambem privados, o que não garante um retorno que seja suficiente para que as empresas possam crescer, e a serem meros vendedores de equipamentos informáticos.

Todas as pessoas que interviram no debate manifestaram o mesmo descontentamento com o papel do NOSi no mercado das TIC. Ficou patente que é necessário clarificar o papel do NOSi, e a assunção por parte do mesmo como um Orgão do Estado que deve ter por missão definição de politicas estratégicas para o Sector.

Foi também abordado a questão do Opensource. Tendo ficado claro que há necessidade de se falar sobre o assunto com um espírito mais aberto, num fórum mais Académico e com pessoas que realmente estão por dentro do assunto. Ficou claro que muita gente fala do Opensource como se tratasse dum produto de segunda categoria, quando na realidade é algo que surge nas Academias, como produto de muita investigação, muito trabalho e muita colaboração entre vários especialistas espalhados pelo mundo. O desconhecimento do que se passa em termos de Academia, em termos de Investigação e Inovação, mostrou claramente que os decisores não estão a ter todos os dados disponíveis para analisarem com rigor as situações e soluções que deviam ser consideradas.

Fez-se referência ao Porto Digital, e pela primeira vez ouvi falar em Cabo Verde Digital, no entanto, faltou, ou tem faltado sempre, a presença da Academia nos eventos organizados sobre o sector. O Porto Digital, assim como outras iniciativas do género, surgiram da sinergia criada entre a Academia e o Estado como forma de promover e impulsionar o desenvolvimento do sector privado, criando incubadoras de empresas, oferecendo incentivos, oferecendo condições favoráveis para a instalação e funcionamento das empresas.

A terminar, ficou a promessa da assunção do real papel do NOSi e da partilha de conhecimentos e know how que as Consultorias Internacionais e Formações “exclusivas” ao NOSi proporcionam.





Testando o windows live writer

23 02 2007

Comecei hoje a experimentar o windows live writer… tem sido uma experiencia agradável, e recomendo às pessoas que normalmente têm muitos blogs, a utilizarem este live writer. Permite uma edição avançada em termos de ferramentas de processamento de texto, permite postar em vários blogs ao mesmo tempo, permite “trabalhar” figuras enquanto estamos a fazer um post, inserção de tags html, etc… tem sido uma descoberta interessante.

Aconselho a experimentarem. Download do Live Writer





Críticas às ferramentas web 2.0

16 02 2007

Tem sido interessante a discussão que se tem produzido em vários sítios na wb sobre o assunto. Existem os ferverosos defensores e também os do contra, e tem sido caloroso o debate.

Há quem defenda que isto tudo é novo e vai revolucionar, há quem pense o contrário. Que não há novidade nenhuma. Achei interessante a opinião do Alex Hubner, em que ele “descasca” a web 2.0, numa perspectiva extremamente crítica, diria até amarga, dando a entender que não há razões para euforias.

Por outro lado, a opinião do Gilberto Alves Jr., é mais “romântica”, mostrando o que de positivo a web 2.0 pode trazer para os utilizadores comuns, para a educação e para pequenas empresas.

Do meu ponto de vista, as ferramentas que vão surgindo, e outras que surgiram noutros tempos, têm sempre um propósito que poderá ser desvirtuado, mediante a sua utilização, a forma como for apresentada ou disponibilizada para os utilizadores. Eu vejo com muito bons olhos a possibilidade de não estar “limitado” a uma forma de acesso aos meus documentos.

Há sempre uma visão optimista e positiva, e haverá sempre quem não “veja” forma de aproveitar o que de novo se lança no mercado.





Office 2.0

15 02 2007

Pesquisando na net tenho encontrado coisas interessantíssimas sobre o conceito “web 2.0″… é que já existem também os Office 2.0 BPM 2.0, etc… inclusive Sistemas Operativos seguindo o mesmo conceito.

Será interessante fazer uma projecção futura sobre o que será as TI dentro de uns anos. Imagine-se, tudo que precisaremos é ter acesso a um PC online com browser. Entro no meu “Sistema Operativo” na web, tenho os meus aplicativos Office 2.0, aramazeno tudo e mais qualquer coisa na web, partilho, envio, altero, apago… sem limitações.

Isto lembra-me algo que aconteceu quando os telemóveis entraram em força nas Telecomunicações. Acrescentou-se um factor muito importante aos serviços de até então. A MOBILIDADE… mobilidade do serviço em si, mobilidade no acesso, e estando na web, acrescenta-se um factor mais, que é estar numa rede.





Ferramenta wiki…

9 02 2007

O conceito wiki existe há mais de 10 anos. Em sua forma mais simples, wiki – o termo havaiano para “rápido” – é um destino online onde os utilizadores podem criar ou editar com liberdade o conteúdo de uma página da Web, utilizando apenas um navegador.

O objetivo é fornecer um espaço em que membros de uma comunidade virtual possam editar qualquer página com total liberdade para apresentar, alterar ou remover conteúdo, inclusive qualquer texto criado por autores anteriores.

Ao contrário dos blogs, projetados para comunicação de um-para-muitos e para troca de conhecimento mais estruturada, os wikis possibilitam uma experiência de maior colaboração.

Recentemente, deu-se muita atenção à próxima geração de ferramentas online, apelidada Web 2.0. A premissa é que as barreiras em torno da criação do conteúdo serão diminuídas, permitindo que os utilizadores sejam produtores e consumidores das informações online. Esse fenómeno está ocorrendo não apenas no mundo da Internet, mas também nos firewalls corporativos. Pense nele como o Enterprise 2.0 – ferramentas que facilitam a criação de conteúdo para todos os funcionários. Tecnologias como blogs e wikis trilharão um longo caminho para modificar a forma como empresas pensam, armazenam e reciclam conhecimento corporativo.