Os “novos modelos” da e-economia

4 07 2007

Uma característica da e-economia é o aparecimento de novos modelos económicos. Em grande parte, esses modelos falharam, tal como numerosas empresas cuja actividade se centrava na Internet e se destinava ao grande público (as “pontocom”). Muitos outros, porém, demonstraram a sua viabilidade, sobretudo no domínio do intercâmbio electrónico entre empresas (business-to-business, B2B). Aderir à e-economia numa fase de maturidade do seu ciclo de vida poderá constituir uma vantagem e não uma desvantagem para as empresas da UE que tenham tirado ensinamentos dos erros dos pioneiros. As empresas podem actualmente recorrer a tecnologias já testadas e a modelos económicos viáveis. É o caso, nomeadamente, do B2C (da empresa ao consumidor), cujo potencial continua por explorar.

(Leia mais em Impacto da e-economia nas Empresas)

Com a massificação da Internet nos meados dos anos 90, e com o surgimento de tecnologias de Internet que promoveram a criação de novos serviços como comércio electrónico, e muitos mais serviços, surgiram inúmeras empresas denominadas “dot.com”, que acabaram por ter um tempo de vida muito curto. Algumas valorizaram-se imenso na bolsa em tão pouco tempo, para em pouquíssimos anos “desaparecerem” por completo.

O “boom das dot.com”, era um mal necessário, para que as TIC conquistassem o seu espaço no mercado. Com a normalização e a auto-regulação do mercado, sobreviveram aquelas que tinham um plano de negócio bem estruturado, que tinham estratégias bem definidas, parceiros certos, que fizeram fusões e toda uma logística por trás para dar suporte. Ou sejam, factores que na “velha economia” eram necessários para o sucesso continuam a ser necessários para as empresas da nova economia.

Na nossa realidade, que considero ser uma realidade atrasada em termos tecnológicos, com uma decalage de 10 anos, quando comparado, por exemplo, com Portugal, temos que passar por essa fase antes de se começar a falar das TIC no sector empresarial e das TIC como um factor de competitividade.

Neste mercado, é necessário fomentar o surgimento de empresas, criar um ambiente propício para o surgimento de ideias e a sua concretização, temos que ter incubadoras, facilidades, e incentivos para a criação de empresas. Temos que ter também o nosso “boom das dot.com”, o consequente fracasso de muitas empresas e a consolidação das melhores.

Duas medidas que devem ser tomadas de imediato, seriam desburocratizar (até porque não faz sentido falando deste sector) todo o processo de registo de domínio (DNS), que neste momento é um grande empecilho para que qualquer pessoa, entidade ou empresa adquira um nome na rede, e promover a criação de um Data Center com verdadeiras condições para dar respostas as solicitações.

Não é prático ter que se negociar com empresas de alojamento no estrangeiro para ter um site online, quando para mais o sistema de pagamento electrónico aqui não é minimamente confiável. Até as empresas que comercializam na net, recusam negociar com Cabo Verde e recusam enviar produtos para Cabo Verde.

A questão da certificação dos sites seguros, o pagamento electrónico, o não-repudio nas  transacções electrónicas, a legislação associadas às TIC, direitos de propriedade intelectual, e legislação sobretudo no que respeita aos requisitos e procedimentos de certificação, a fim de garantir a sua neutralidade entre os diferentes meios de distribuição de produtos e serviços.

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